segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A NICE ESCREVEU

Fuçando os e-mails descobri um, recebido da Nice em 18/09/2003, um dia após o falecimento de meu pai, cheio de afeto e emoção. Para matar a saudade, deixo-o aqui.


Grande homem!




O funeral é um ritual triste! Muito triste!


Nos consolamos em saber que nossa pessoa querida foi para junto de Deus, porém nos entristecemos profundamente em pensar que esta pessoa não estará mais junto de nós aqui, da saudades que sentiremos dela, sem poder vê-la, sem falar com ela.



Nos colocamos a relembrar tudo que tal pessoal foi, o que fez, como viveu e tudo mais.



E hoje, o dia seguinte, o conforto é pensar que tínhamos alguém conosco tão fenomenal, tão extraordinário ( como ele gostava de usar esta expressão) e que tão especial era que não fazia alarde disto!


Ele vivia ao nosso lado, nos ensinava, nos aconselhava, se preocupava conosco, orava por nós, sem que quase percebêssemos que ele fazia isto tudo e muito mais!



Extraordinário alguém tão sábio que não precisava anunciar o que fazia, só se apresentava com o que trazia de si , o próprio nome: “ Muito prazer Bergamaschi”.


Que orgulho! E tinha toda razão de se orgulhar, porque aquela apresentação era ele! Ele era genuíno, verdadeiro, autêntico!


Daí pra frente a descoberta de quem era ele, era de cada um! E ele encantava!



Cada dia ler o jornal era um compromisso, fazer a refeição era outro, tomar seu vinho também! E descascar as frutas ao nosso lado da maneira como cada um gostava era uma coisa séria , havia comprometimento em fazer aquilo da melhor maneira!



Há quase três anos pedi à ele, e à vovó, que orasse por mim, para que Deus me desse sabedoria para agir com meus filhos adolescentes! E todas as vezes durante estes anos que eu o encontrava ele me dizia, estou orando diariamente por vocês e também pelos seus negócios, como ele gostava de chamar o meu trabalho! E perguntava: como vai tudo? Havia envolvimento, havia preocupação, era com o coração !!



Nossa grande herança, como disse Marlyzinha ontem, e não precisamos mais nada ,é a lição de vida de um homem que viveu como um rei, como um nobre, pois era rico! Muito rico de alma ! Vivia intensamente, mas calmamente!


E o que Deus lhe deu , ele desfrutou e construiu tudo o que construiu! Nossa família!



Quanta sabedoria! Quanta benção! Que felicidade por ele ter sido meu avô!


O NOSSO AVÔ NINO!



segunda-feira, 21 de junho de 2010

Última semana de socialite...

No início da semana recebi a ótima noticia de que fui aprovada na Riachuelo. Esta confirmação ajudou a encher o meu ego profissional e me ajudou a pressionar o pai a viajar. Na terça ainda entreguei uns documentos e passei a tarde com o maridinho vendo o jogo com amigos. Então na quarta fomos, eu e papai, visitar a tia Edith. Além de ser a minha despedida de vida fácil, sem compromissos, estava cumprindo minha boa ação do ano ficando bem na fita com a família toda: o pai se cansaria menos e ficaria bem feliz com a companhia filial, a tia nem acreditaria que finalmente estaríamos lá, a mãe agradeceria por tornar a viagem mais fácil e segura, a irmã admiraria minha disposição e despreendimento e o marido aproveitaria a minha ausência pra se divertir no video-game e no computador até de madrugada sem as minhas cobranças pra que aquecesse meu pé gelado à noite. Todos felizes! E eu também feliz só por deixá-los felizes, mas foi uma agradável surpresa descobrir que o translado poderia ser divertido, a conversa com o pai polêmica e boa, a família da tia tão acolhedora e grata pela visita, os causos do interior tão engraçados, a comida tão gostosa e a volta pra casa tão relaxada e tranquila!! Tudo muito bom!! Ficamos lá quarta e quinta e na sexta voltamos a Sampa, corri pro dentista (os dentes estão bons pra quase 2 anos sem a cunhada-dentista em SP), conseguimos aproveitar uma anestesia pra deixar dois dentes lindos de uma vez (lucro puro!) e capturei a sister pra vir mimar o pai em casa. Jantamos uma miscelânia de salada, guioza, pão e sopa - tudo delicioso, modestia a parte - e colocamos a conversa em dia. Sábado foi dia de preguiça, caminhada, frango na casa da Yayá e festa de casamento diferente e animada. Domingo quase perco a chance de me despedir do papi, que tava saindo de fininho às 8:30h da matina. Consegui tomar café com ele e o Chi só porque quase quebrei a sagrada máquina de café expresso e assim segurei o sogro e acordei o genro pra me ajudarem a consertar todo o aparato matinal. Pai ido, nos arrumamos, almoçamos leitão a pururuca tostado e macio em um restaurante com a querida família japinha, jogamos um baralhinho só pra aquecer e fomos pra casa de amigos pra ver o jogo, que foi bem melhor que o primeiro, apesar das controvérsias. Jantamos crepe no shopping Vila Olímpia, que não conhecíamos e voltamos pra casa para zerar os e-mails não lidos acumulados na semana e dormir.
Daqui há algumas horas uma nova semana se inicia. Bem diferente desta última, tenho certeza, mas vou torcer pra que seja igualmente gostosa e interessante, assim posso escrever pra vocês no domingo que vem!
Boa semana a todos! Beijos, Má.
PS:Yá, passa o e-mail do Cá preu cadastrar ele.
PS2: Chi e pai, vocês ganharam status de administradores tb, então podem me ajudar com o blog. Se descobrirem uma forma de deixar tudo mais fácil, fiquem à vontade de alterar as configurações. Eu num achei...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bergamascolâdia

O pai começa...

ESCREVO, LOGO EXISTO

19 de maio 2010 –Começo a escrever
Computador consertado e instalado com Internet na salinha dos fundos, me facilita uma escrita mais constante. Resolvi que vou escrever sempre que possível, desejável ou necessário. Por prazer, por registro, para lembrança, terapia ou o que seja.

-Gosto das pequenas conquistas diárias como fazer um conserto necessário, bolar uma maneira mais prática de resolver algo, falar com alguém que precisava, pagar uma dívida, encerrar uma obrigação, organizar alguma coisa. No momento me satisfaço em observar os passarinhos disputando as frutas que coloquei no comedouro que montei num tronco de árvore no quintal. Tem saíra de muitas cores, tem o tié-sangue de um vermelho incrível, tem muitos outros. Lindos! Como nada é perfeito, tem vespas famintas por frutas que me picaram na mão quando tentei lhes explicar que não eram para elas.
-Estado de ânimo. Há dias em que já levanto acabrunhado, com os problemas ainda sem solução na cabeça, com lembranças desagradáveis e sem vontade de nada a não ser a esperança de que algo ou alguém me tire dessa letargia. Isso geralmente nos dias nublados ou quando se acumulam situações de difícil solução. Mas hoje estou bem desde cedo. Várias coisas deram certo ou já estão com soluções encaminhadas, fiz algumas coisas prazerosas como começar a escrever, atrair os pássaros para perto, e fazer pequenas ajudas a algumas pessoas.

-Um filme à noite. “A Força da Amizade” – O título já diz. Homem morre, é cremado e a companheira recebe a filha dele que quer as cinzas para fazer o enterro ou a casa onde ela mora. A mulher prometeu ao falecido esparramar as cinzas mas não quer perder a casa. Duas amigas a acompanham até onde será o enterro... Uma sucessão de acontecimentos vai demonstrando o quanto boas amizades dão força para enfrentar os revezes da vida.



Noite de 25, terça-feira – Pizza e conversa sob o guarda-chuvão
-Minha casa tá ficando como gosto: espaçosa, simples, prática, um lugar pra cada coisa. Mas muitas coisas fora do lugar, até que eu arrume, o que às vezes é no ato, às vezes pode levar meses. Lá fora, no meio da grama, com vista pra mata, um grande círculo de cimento com mesa e cadeiras, é o lugar para estar, tomar sol, lambiscar, conversar. Agora à noite veio a Sonia com uma pizza muito boa do Perequim. Berinjela ao pesto e palmito com lombinho, tudo coberto com mussarela de búfala. E conversas sob o grande guarda-chuva branco que cobre o cimentado.

-O assunto eram as artes do Banzé, a saúde da Lana, a inteligência dos animais, a possibilidade de virem a ser enxertados do gene da fala pra se tornarem de vez nossos melhores amigos. Ou não.

-Não seria a fala o causador de tanta discórdia entre os homens? Ou pelo menos uma capa mentirosa das verdadeiras emoções? Mas não é também um recurso incrível para externarmos essas emoções? That is the question!



Manhã de 26, antes que chegue a faxineira – Blog inter-família?

Acordei pensando: porque não envio por e-mail às filhas que estão longe o que vou escrevendo? Elas ficariam sabendo com mais detalhes quem é afinal esta figura às vezes estranha, às vezes complicada que as gerou e as ama tão incondicionalmente. Canal aberto, sem distâncias, de comunicação, de atualização, de convivência. Elas poderão entrar, escrever também, responder, comentar, contestar. E os genros, a Sonia, podem? Claaaaro! E quem mais quiser.

É noite – E eu penso enquanto escrevo:

-é Escrevo, logo existo,
-é Escrevo. Logo existo,
-ou é Escrevo. Logo, existo. ?

-Fui tirar a dúvida no Google e encontrei uma boa explicação para “Penso, logo existo”:

“O filósofo francés René Descartes (pronuncia-se "decárte") escreveu essa frase em latim: Cogito, ergo sum. Ele quis dizer que o fato de pensar assegura à mente o fato da própria existência psicológica. Em outras palavras, quando ela se dá conta de que está pensando, pode ter certeza de que existe.” Essa palavrinha “psicológica” tirou uma dúvida que tive a vida toda. Eu pensava na existência física.

To com sono. Logo, vou dormir. Mas não sei se durmo logo.

Boa noite.